E correr, e correr, e correr e suar. Tão simples, tão saudável. E digo saudável pela higiene mental.
Um dia asqueroso e irritante sumiu da memória nos primeiros 300 metros. Mas corri quatro quilômetros pra garantir – e também porque podia.
algumas coisas dessa vida
E correr, e correr, e correr e suar. Tão simples, tão saudável. E digo saudável pela higiene mental.
Um dia asqueroso e irritante sumiu da memória nos primeiros 300 metros. Mas corri quatro quilômetros pra garantir – e também porque podia.
Hoje, dia frio, entendi o quanto algumas coisas são divertidas para animais domésticos do tamanho de um gato, por exemplo. Você viver num mundo onde tudo é feito para criaturas 10 vezes o seu tamanho recorre em cobertores e mantas gigantes, super colchões, travesseiros enormes e toda espécie de canto para se enfiar. Farra.
Sempre aquele momento “volta às aulas”. O dessa vez foi intenso, original pacas, com umas criações que, quando acordei, me deixaram impressionado com minha própria imaginação (?). São Luís, toda galera de sempre (Evaristo, Denis, Guilherme etc), numa Jaraguá high-tech. A escola era mais um centro de treinamento para talentos cerebrais (e não sei se pensei isso depois que acordei, mas havia uma outra escola para quem tinha dons de físicos), praticávamos manipulação de armas e captura de seres alienígenas que viviam por buracos de minhoca sob o teto da instalação. Uma doidera. A arma que eu portava, o sistema de recarregamento dela, a munição usada… Loucura. E nesse eu era um puta badass, de cara zoei um professor e acabei com um bully.
Noite divertida.
Não importa o que eu tenha feito ou aonde tenha chego até agora, ainda não me tornei tão legal quanto um daqueles caras da 5ª série.
…
E é curiosa a falta de modelos a esta altura.
Acabo de ter o sonho mais bizarro, nesta soneca que tirei na tarde do feriado. Acordava no apartamento deste suposto vizinho, sem fazer a mínima ideia de como fui parar lá. O vizinho, estranhando minha presença, havia chamado minha família. E tudo parecia tão lúcido que eu pensava “Cristo, há poucos minutos atrás estava em minha cama, decidindo dormir só mais 15 minutos, e agora aqui?”. Me indagava se poderia ter caído bêbado lá ou não, e essa seria a vergonha perante minha família, então algo único aconteceu: em sonho, eu reconstitui cada um dos passos feitos quando acordado, pouco antes de ir dormir. Feito isso, de tão espantoso, nem alterei o comportamento quando entrei na sala para me desculpar ao vizinho e vi que ele e o pai eram ambos ciclopes bigodudos. Daí levaram poucos segundos pra eu pensar “Ah cara, abre o olho que cê tá na cama ainda”. Dito e feito, puta alívio então.
Fotogenia: dizer que não tenho, é pouco. É algo como uma nova categoria, uma versão piorada de pessoas não-fotogênicas. Kinda.
É nesses momentos que meu velho se abre comigo. A circunstância triste mexe com o homem, e então temos, ainda que fragmentadas, aquelas conversas que sempre esperei ter com ele.
Me pede desculpas por coisas que fez e fala para mim de coisas que espera que eu faça. “Fiquei muito feliz quando você nasceu. Você é meu filho homem”, e logo depois “Você está pronto para ter um lar”. Me emocionei, ainda estou pensativo.
Vim do hospital agora, o vô já está internado há uma semana. Hoje passou o dia acordado, pela noite ainda pude conversar com ele.
Foi nessa noite onde olhei nos olhos de meu avô pela primeira vez após o derrame. No quarto do hospital, com ele ainda na maca onde fizeram os primeiros exames.
Ele me retornou, parecia aliviado em me ver, me apertou a mão e expressou reação. Foi aí que a sensação de impotência machucou mais.
Sempre fizemos o que podíamos para interferir positivamente na vida dele, e agora que ele me olhava parecendo pedir aquele apoio, não havia nada que eu pudesse fazer senão soltar palavras de consolo e apoio, e ficar alí, de pé, inerte.
Something
Filled up
My Heart
With nothing
Curioso e desgraçado como minha mente viaja em discussões imaginárias. Jesus, graças que aprendí a perceber. Elas não deixam de acontecer, mas ao menos aprendí a domar a intenção.
Há tanto rancor assim?
De papo com a Babí último sábado, em plena balada puxei inconscientemente a essência de um discurso do filme “Alfie”. Foi uma tristreza interpretada: “Quanto mais a gente fica sozinho mais aumentam as expectativas quanto a pessoa que está por vir, e quanto mais expectativas mais fica difícil encontrar essa pessoa por aí”.
O inferno em círculo vicioso.
Hoje pintou uma oportunidade inédita: galera do Firmorama twittou sobre a vinda de designer francesa que vem para intercâmbio, e precisa de apartamento para ficar. Pensei “Porra, genial”. Há tanto motivos para me arrepender quanto esta ser uma das experiências memoráveis dessa vida, resolví me sujeitar a ela de peito aberto. Eis o email enviado, intitulado “Jaraguá calling”:
Hey there, wanna talk to you before, but i’m kinda busy today…
I just loved the idea of these “flat share” and to be your host here in Jaraguá, but before i keep exposing you to my bad english, lemme tell you some aspects:
- Im a 32 year old boy who live alone (well, with a cat);
- My english level is what some tourists in Europe say as “wellwell”;
- Not a messy person, like my apartment organized and clean;
- Im a lover of the silence, as good music too;
- Live in a apartment whith two bedroons and two bathroons;
- Dont have a complete laundry (with wash machine or even an iron, just a sink). I wash all my clothes outside;
- The guest’s room is actually my TV room, but there i have a big and confortable couch, top line, wich expands to a king size;
- There’s no AC in the TV room, but our cold days are comming;
- Have Internet and cable TV.
Why be a host?
- I love other cultures;
- I love interesting people;
- I love art;
- Im a friend of Firmorama’s staff;
- I wanna see closer how is the experience of a complete foreign who come to a land like these. I write a weekly page to the town’s paper, also the most viewed blog in all region, and i think that your perspectives will be such a rich thing to i refresh my points of view;
- Im disposed, for curiosity, to give a break to mine 8 years of complete privacy lifestyle.
If OK, points:
- How you think gonna be your routine here?
- My apartment is about a 3km far from Firmorama’s QG, you think this can be a problem? Its kinda weird the street connections, there’s no bus in the route.
- How long you gonna stay, and when? In July i think i’ll be out of the country in a trip to London – thats why this experience will be good too, i need to practice ma english.
No more for now, and happening or not the share, consider yourself very welcome to Jaraguá. Count on me. =]
Im on Facebook, Orkut, Flick and Twitter, be my guest.
P.s.: Took more than an hour to write this email. Pfff.
Tenho um certo receio quanto incompatibilidade de hábitos, mas quem sabe numa dessa não viro mais gente? Fazem trinta minutos que mandei a mensagem, a agonia em ver a resposta é paupável no ar.
Das tristezas de 2010, perdí uma avó querida.
A lucidez já havia ido, porém nas visitas, o carinho era tão intensoe transparente que nos fazia ignorar o problema. Foi um dia foda esse, de apoiar meu pai no enterro de sua mãe. A gente chorou com sinceridade. Fora o simbolismo de que tempos de despedida acabaram de chegar, era amor indo embora.
Vó Tereza foi-se embora levando a esperança de que haveriam novos dias na praia regados a culinária caseira e chamegos, comentários ingênuos e repreendimentos dóceis.
Rezo por você sempre que lembrar, vozinha, obrigado pelas boas lembranças.
O sumiço obriga o formato listinha, já que não dá pra compensar 5 meses de abandono em uma postagem de texto.
Nem me ocorrem muitos acontecimentos de outubro, novembro e dezembro de 2009, mas vamos ao que lembro:
- A vó mudou-se de Joinville, e ajudei ela com a jardinagem no apartamento.
- Ceia de Natal foi por minha conta. Fiz pato ao molho de mel com alecrim, acompanhado de salada de folhas e arroz com amêndoas tostadas. Sucesso.
- Poucos presentes para o pessoal este ano.
- Novamente não rolaram férias ou viagem. Alguns dias passados em BC, e a vista de que o Sky deixou de ser um lugar legal pra ir tomar umas caipiras de frente pro mar.
- Reveillon com Rion and fellas na Praia dos Amores, em esqueminha montado na areia com farofada. Ficou legal, Pêpa foi a cia da noite e o Pingua teve um petit, largando todo mundo lá. Voltar foi uma bosta, na carona pedida à Samantha Quadros.
- Ano começou com os trabalhos para a nova coluna. Concepção de editorias, textos e a campanha de apresentação. Mais stress com o Max referente remuneração justa e a acerto de que, como sempre, tudo já estava certo e que eu também erro.
- Não fui no show do Coldplay como gostaria de ter feito.
- Aniversário insosso. Levei a família pra almoçar no Parque Malwee. A Carla apresentou o novo cunhado. Ele não pagou a parte dele.
- Inteiramente dedicado ao Por Acaso, agora trabalho lá no escritório durante o dia. Por hora ainda são necessários os bicos pra pagar as contas. Comprei notebook e iPhone. Ironia, por conta de 20 dias de atraso o telefone chegou um dia depois do meu aniversário. Destino é meio irônico ao dar presentes.
- O note e o telefone com 3G aproximam o lifestyle do ideal. Apartamento está legal também. Queria mais grana sobrando e umas viagens na agenda.
- Praticamente três meses sem ir pra academia, me sinto um lixo. Tentando estabilizar a situação financeira para tal, agora em março não posso deixar de ir.
- Seca das piores. Nunca ví assim nessa época. Completa o quadro toda carência acumulada.
- Me sinto com falta de assuntos, embasamento, leitura e tempo. Até quando vou reclamar dessas merdas e não fazer nada a respeito?
- Meus sobrinhos estão precisando de atenção.
- Hoje levei o Gustavo pra fazer inscrição no curso de guitarra. Fiquei surpreso com o rapazinho dizendo ser esse um desejo dele, estudar música. Quarta-feira é a aula experimental. Se gostar, vai entrar num esquema que sabe, por regra minha, não vai poder parar antes de completar seis meses de estudo.
- Carlos vai ser companhia no Sesc meio dia, vou levar pra correr comigo. Ele quer, só falta estender a mão.
Há tempos não acordava com alegria. Garotas fazem coisas… Se não for eterno – e essa raridade é conhecida – a iminente tristeza há de vir. Até lá, carpe diem, ah?
Soundtrack: Zero 7 – Waiting to Die
Peguei o resultado dos exames no laboratório hoje. Colesterol: 179 .
O índice desejável é qualquer valor abaixo de 200 – tô bem pracaralho, yey!!
Semana que vem quero ir no nutrólogo e no oculista.
…
E ainda essa semana começo outra experiência, vou fazer academia no Sesc. Por capricho optei por dias de contas enxutas, tá sendo interessante e não tem nada fazendo falta.
- Voltar a cozinhar;
- Ir no oculista;
- Fazer exame de colesterol;
- Ir no nutrologista e levar o pai junto;
- Comprar um guarda-chuva.
Ah se toda casa fosse que nem a tua…
Comentário da D. Dilma, dando uma inesperada massagenzinha no ego.
Levei mais de 4 horas no processo, mas enfim o blogfólio tá legalzinho no ar. Levar no capricho agora pra deixar atualizado.
O que incomodou (e ainda incomoda) é a decepção.
Fugí pro mar.

Frio, nublado, solidão, uma taça de vinho e absorção completa em pensamentos. Uma versão mais que aceitável de um dia perfeito na praia.
…
Descobrí que escrever paralelo ao pensamento neutraliza a volatidade da minha cabeça. Depois digitalizo as anotações e jogo as publicáveis aqui.
8h36, pós-balada, no impulso de ver o dia nascer.

A Raquel voltou quer voltar.

Preocupado: erro recorrente ou oportunidade?
Tudo online a partir de hoje.
PRECISO dessa viagem. Tô voando baixo depois que lí o recado que o Gatorujo deixou:
Olha soh, ja comprei os ingressos (um pra vc tambem) para 19 Setembro, Coldplay no estadio de Wembley em London… Pode preparar a passagem e vir passar umas 3 semanas aqui…. Vamos dar m pulo em Amsterdam e Espanha tbm…. E dessa vez to falando serio seu viado…
Abracao brother
“Faça diferente”.
Eu vou.
Lembrei, a primeira menina por quem me apaixonei: Viviane.
No jardim de infância ainda… Foi o primeiro beijo também.
Tempos de sentimento puro, acho.
You make me smile with my heart

“Matar um homem é uma coisa infernal. Você tira tudo que ele tem. E tudo que poderia ter.”
Bill Munny – Clint Eastwood em “Os Imperdoáveis”. Tira um tempo pra ver esse filme mais uma vez daqui uns tempos.
…
M.W veio a convite pra assistir junto… Não pensei que um evento tão banal pudesse fazer diferença assim significativa pro dia dele. Gosto do cara pacas, o filme ter sido bom recompensou a locação em dobro.
Primal Scream – Some Velvet Morning
…
Conste, formatura do Max logo mais.
Olhei no guarda-roupas e não acho a calça do meu traje. Great sucess.

Final do segundo mês de treino e mandaram meu personal pra fora da academia. Meio órfão agora, Pablo tá assumindo o ponto. Bônus, chamou pra combate com o Mannes. Três rounds de dois minutos.
Caceta, vicia esse negócio de acertar a cara dos outros…
Endorfinado ao extremo.
Bobagem mesmo, mas comprar um roupão essa semana foi um dos baratos do armário nesse semestre.
Trajando o dito, de xícara de chá numa mão e indo buscar o jornal lá embaixo, dá prazer encontrar o vizinho indo pro trabalho com cara de amassado.
Preocupado, minhas mãos começaram a me trair essa semana – lá pela quarta-feira, se não me engano. Tá difícil escrever sem que ocorram pelo menos uns três erros de digitação por frase.
São dês, gês, agás e outras letras mais se enfiando irracionalmente onde não deveriam.
Neurologista soa necessário.
…
A letargia também voltou. Sono pelo começo da tarde e vontade alguma de sair da cama pela manhã (mas nessa acho que o problema é motivação mesmo).
Em contrapartida, condicionamento em ótima fase. Creio a melhor nesses trinta anos.
Feijoada de ex-alunos hoje no São Luís, complementando a nostalgia daqueles prédios e ginásio, a figura de Irmão Délcio (o temido!). Surpresa perceber (ou não) que o homem não envelheceu. Talvez uma barriga mais acentuada, mas o rosto permanecia com aquela expressão forte e jovem.
Disse Tubbs, “é um andróide cara!”.
Sentí as coisas dando erradas. Vida pessoal afundada numa solidão que parece irreparável ou muito longe de ser compensada… A falta de alternativas me desmotiva, deixa a alma empobrecida, e há uma sensação angustiante de impotência contra a situação.
Tia Mara me deu um livro de presente na sexta passada, em seu aniversário. Ela é uma pessoa fantástica, como digo, de grande energia. Me deu um livro de auto-ajuda, chamado “Os Segredos da Mente Milionária”. Inegável minha vergonha quando recebí e constatei que ela me leu o suficiente pra saber de um dos problemas em que sempre tropeço e que nunca agí propriamente para corrigir.
Comecei a leitura somente na noite de ontem, cinco páginas apenas. De lá, absorví e pensava no trecho pela manhã. “Não temos como modificar os frutos que já estão maduros pendendo nos galhos, mas podemos alterar as raízes para mudar o que está por vir”.
Esta noite, ainda perdido e sem foco no pensamento, porém com o fardo de toda situação atual nas costas, fui ver se o horóscopo daria uma luz mostrando talvez um fim para este período escuro. Estava lá:
A fase é ótima para romper com tradições e padrões de funcionamentos que já não funcionam mais.
Coincidência ou não, eu teria que ser um completo idiota pra ignorar isso. E agora que sei a resposta, está na hora de começar a mudar.
Ouviria das mesmas músicas, e como eu as ouço. Comentaria das letras eventualmente, citando “foi isso que ele disse que me fez gostar de ouvir”.
Tenho esse fraco pelo pôr-do-sol. Me faz querer largar tudo pra sentar num gramado ou um lugar calmo, pra ficar olhando… Sempre tem aquele vento que acompanha suave.
E esses de inverno são os melhores, com o céu inspirado em cor-de-rosa.
Max brigou ontem no Estação. Louco, quebrou um copo na cabeça do cara que está saindo com a ex- namorada dele. Bad for business, saiu algemado do lugar, deixando marca de seis pontos na cabeça do infeliz. Fiquei puto, pareceu irresponsável. Aconteceu tudo às 23h40, eram 2h eu estava de volta em casa da delegacia. Pelas 4h da manhã pensei diferente, foi humano.
Dos adjetivos, diria covarde como ele fez, mas irracionalidade não tem instrumento. O ódio realmente cega. Que droga… Me botei no lugar dele, não sei se estaria imune, apesar dele ter ido atrás da situação. Graças tenho essa frieza que me poupa prolongar certas tristezas e dores.
About women is a hard kind of thing to think. James Spader, em seu Alan Shore, falou bem num dos episódios, texto que rascunho umas linhas abaixo já projetando algo meu.
“Todo dia acordo pensando se vou encontrar ela. Então penso como ela seria… Seus cabelos, a curva de seu pescoço, o perfume em sua roupa, o toque de suas mãos, o formato de seus lábios, a delícia de sua voz. E toda noite vou dormir pensando se no dia seguinte encontrarei ela. É um dos grandiosíssimos sabores toda essa expectativa, e infelizmente não há mulher no mundo que vá corresponder a ela. Acho que serei um eterno solteiro.”
Assunto para pensar: exigência x felicidade.
Em trinta anos, eis que hoje um dos grandes laços de dependência materna é rompido: comprei uma cueca. Eu. Sozinho. Com meu dinheiro.
Ridícula a situação de não saber o que fazer diante das opções.
Aos finalmentes: cueca-sunga Red Nose, tamanho G.
No Angeloni, R$ 14,90.
E não esqueça de manter as expectativas baixas, meu filho. Poupa-se de decepções.

Sem muita inspiração pra escrever hoje, update pra marcar algumas coisinhas.
- Terça-feira comecei com assistência de personal trainer na academia. Negócio pegou pesado, mas tá bem interessante… Toda aula inclui finalização com boxe, o que é ainda mais motivacional. Acho que o maior desafio vai ser adquirir coordenação motora, esse grande monstro de minha infância na educação física.
- Ontem rolou o primeiro fim-de-tarde invernal. Baixou uma frente fria aí, que deu o gostinho. Céu cor-de-rosa e o clima trouxeram novamente aquele ar nostálgico dos dias em Guaramirim onde se divertia com toda moçada ao ar livre. *Sigh. Emendo jogando essa foto que o Hackbarth resgatou. Como queria ter algum registro daqueles dias…

Bernes Canibais de Nereu
Domingo acordei, olhei pro céu e vazei pra praia. Legal, finalmente estou começando a fazer essas coisas que sempre desejei (impulsividade). Dia inteiro lá praticamente +Fabinho +Rion +Diana Couto (!!?).
Não sei se quero entender o porque, mas sempre me volto compelido ao mar.

Comecei hoje com esse negocinho, é mais um dispersor maligno em troca de socialização. Outro saco sem fundo, cujos resultados são como um passeio em círculos: pessoas que já se conhecem muito bem agora ficam trocando frases e conclusões insossas de cinco em cinco minutos.
Mas vicia.
- Raquel #fail: péssimo aniversário e semanas seguintes, amargou. Eu quis que fosse, forcei a barra infantilmente, sabendo que não era assim que deveria fazer, então foi-se. Se fode, quem manda não obedecer o cérebro.
- Blog #sucess: programação nos estágios finais, vem logo aí a versão 5.0 para começarmos os testes. Vai exigir bastante tempo de mim, preciso arrumar minha agenda para estar disponível quando o site precisar.
- Vida pessoal #weird: não sei o que fazer. Mesmo. Essa cidade é estéril, as pessoas interessantes se comportam de forma inversamente proporcional em evasividade. Preciso de grana, preciso de tempo (o mesmo problema crônico). 85% das vezes não resisto, e volto a falar com a Michelly (#fail de 2006) no MSN – damn, a cumplicidade é tanta que dá vontade de chorar.
- Condicionamento #hopefull: amanhã começo na academia com personal trainer, tanto pra intensificar o treinamento, como para motivar um pouco mais as idas e também fazer boxe. Hell yeah, uma das poucas coisas que me fez encarar melhor o dia hoje. Esses dias saímos pra correr eu, Tchê e Haydéé, foram 7km numa volta de 45min. Porra, show. Isso dá outro gosto pra vida… Espero nunca mais largar o hábito do esporte.
- Rotina #shithole: os dias tem sido tediosos demais. Demais, demais. Tenho que ver o que está errado… A idéia de se jogar pra Europa soa muito tentadora, mas sei que o blog tem muito por vir ainda.
- Vida profissional #lame: coisas demais acumuladas têm gerado uma vergonhosa sequência de negligências. Vergonhoso, vergonhoso.
- Reflexões #fun: encontrei uma afinidade nova em pensamento, que é comportamento humano. Muitos textos legais têm saído, e isso também me faz bem. Legal observar por essa perspectiva, estou bem de corpo e cérebro. O emocional é outra coisa.
Passou aniversário e tudo mais, e nem uma linha nova parou aqui. Shame, lame, etc.
Tive um sonho triste noite passada. Não me recordo a última vez que tive um, ou se é que já tive, mas sei que chorava no sonho.
Havia um cachorro no sonho, que era pra ser a Lady. E havia um monte de pessoas lá no mercado. Parentes, amigos e passageiros. Lembro de todos na parte de cima, sentados debatendo, com medo do fato desse cachorro ter engolido um negócio letal. Letal a ponto de matar quem estivesse próximo a ele quando morresse. O sonho passou-se assim então por momentos, com todos lá temendo e lamentando. No decorrer da sequência sei que fui entristecendo do fato, e me dei conta de que aqueles seriam os últimos momentos daquele bichinho que todos antes gostavam e que agora morreria sozinho. Foi aí que chorei, muito. Então levantei, descí os degraus de madeira e fui para o gramado brincar com aquele animalzinho, sem me importar da consequência. Não me recordo de ter terminado em fatalidade, tenho a certeza de que tudo fechou-se naquela sequência. Foi bonito ao fim.
E o simbolismo me corrói.
Hoje o Gordin se mudou. Nova fase, certamente.
Depois jogo as fotos.
Nasceu hoje, às 6h, o filho do Salomão.
Melancolia: meus amigos de infância agora com filhos.
Melancolia 2: who´s wrong, and most important, am i missing something?
Vince Guaraldi Trio – Skating
…
Talvez fosse por culpa do jazz que não gostasse dos desenhos do Snoopy ou simplesmente porque eram existencialistas demais pra quem só queria se divertir com piadas de qualquer espécie. Faltava o rótulo recomendando para maiores de 18. Que puxa.
Édith Piaf – Non, je ne regrette rien
…
E assim o dilema da parede foi resolvido. Fuck´n destiny.
E essa semana chega o celular novo.
Câmera decente em mãos (espero), quero imortalizar aqui (?) os upgrades no apartamento.
…
Sábado de madruga, azia do cacete e o site do Moassa pra terminar.
Vendo hoje aquele filme ruim “Antes de Partir” me lembrei daquela favorita dos burros que “se na sua vida você foi uma pessoa ruim vai pro inferno quando morrer”.
Então me dei conta: que vida?
Acho que no final o arrependimento vai ser por simplesmente não ter feito nada. Ter sido ruim já seria alguma coisa.
Fiquei um tempo ausente daqui, tanto tempo que nem quero olhar pra trás pra ver quanto ou que nem faço idéia do ínterim.
A ida à prefeitura, a desistência daquilo; o um milhão de trampos caindo e o tempo insuficiente para eles; as frustrações como profissional e a falta de profissionalismo; o convite para ir à Londres e o medo de falhar; as contas que incomodam e as mudanças no apartamento. Teria mais para falar também do quanto estou irritado com a rotina, com as crises existenciais que me entrego, das lembranças que tive e queria registrar e de como sinto que estou cada vez mais entrando no estilo de vida conformista e acomodado dos Treis.
Lembrando e lendo isso tudo me sinto triste, mas não foi tão ruim assim também. A questão é esse problema que têm-se em não lembrar-se do que aconteceu de bom. Por hora o balanço é negativo.
Mas, de alguma maneira, a vida continua, não?
Hoje meu pai veio desabafar comigo sobre como as coisas ficam complicadas quando se envelhece. Não que ele tenha dito nesses termos, o caso é sobre a morte do Tio Beto que ainda entristece, o fato da vó já estar velhinha demais para ter a sanidade completa, e meu avô, aquele homem independente e prático, estar ficando cada vez mais doente.
Meu pai não tinha com quem conversar. Pena que durou pouco.
Comprei um notebook, agora sou um workaholic móvel.
Onde está exatamente o prazer em deixar as garrafas de cerveja espalhadas pela casa à medida que vai-se esvaziando elas.
Alcohol freedom?
Lembrei de como gostava de ver meu pai usando a máquina de datilografar.
Camisa manga comprida (dobrada, por fora da calça)
Gravata lisa (preta)
Jeans
Any shoe
Barba de dois dias
Inquietante como a quantidade de jobs acumulados começa a perturbar. Não há tempo suficiente, os dias estão curtos demais.
Tanta coisa que gostaria de estar executando, porém, um problema de cada vez, e as tarefas se arrastam inertes por semanas. Clientes bravos, criativo frustrado.
Terça-feira teve reunião na prefeitura. Conhecemos o Moacir. “Gostei desses rapazes”. Que porra… Profissionalmente me sinto um diamante quase lapidado: know-how, criatividade, contatos. E o tempo? E as coisas pendentes? Mancha que não sai.
Tenho uma decisão importante por tomar em até cinco dias. De lá em diante muita coisa pode mudar… Dilema moral impede, falta de tempo pra refletir a fundo impede, falta de alguém pra trocar a idéia certa impede.
Oh shit. Que será?
Defina elegância. Defina charme. Defina ritmo.
Às vezes a gente tem porque lamentar ter nascido na década errada.
Benny Goodman – Minnie’s In The Money
Sing, sing, sing. Imortal.
Demorou pra associar essa… Bateu quando chegou na décima linha.
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos nos saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez
E 21 de fevereiro de 2009 chegam os trinta. Quero ver qual vai ser a música.
Descobrí ontem numa reunião que suo a mão de levezinho quando tenho alguma coisa por dizer mas fico exitando.
Ou “cenas que daqui a 10 anos vou fazer referência numa conversa e ninguém vai entender”. Pra quem não faz a mínima idéia, imagine um francês tentando falar inglês sem sotaque:
Steve Martin for president.
…
A Pantera Cor-de-Rosa, versão de 2006.
(…)pois pode ser alguém
com quem você quer falar,
por horas e horas e horas…
sigh
Adoro quando o cheiro do banho invade o apartamento. Você volta da cozinha e então o quarto cheira gostoso à sabonete com vapor d´água. Fresh stuff.
Pesquisar: a magia do banho.
Não vou mais me declarar para mulheres que ainda não tenha beijado. Acho.
Eu comecei a complicar isso aqui já querendo fazer um texto mimimi de abertura, mas chega de enrolar. Vai só um lembrete pro futuro: Ricardo, isso aqui é pra você lembrar melhor das coisas da tua vida.
Pelo menos vai ter algo mais sólido dos 29 anos em diante…
Abraço cara, luv u.