- Hoje levei o Gustavo pra fazer inscrição no curso de guitarra. Fiquei surpreso com o rapazinho dizendo ser esse um desejo dele, estudar música. Quarta-feira é a aula experimental. Se gostar, vai entrar num esquema que sabe, por regra minha, não vai poder parar antes de completar seis meses de estudo.
- Carlos vai ser companhia no Sesc meio dia, vou levar pra correr comigo. Ele quer, só falta estender a mão.
A chuva me dá esse conforto particular e têm seu romantismo, porém uma tarde ensolarada e seu consequente pôr-do-sol rosado têm um valor muito superior. Saudade da cerveja na sacada regada a um vento quente, porém o tempo têm sido inconveniente ao desejo.
Há tempos não acordava com alegria. Garotas fazem coisas… Se não for eterno – e essa raridade é conhecida – a iminente tristeza há de vir. Até lá, carpe diem, ah?
Peguei o resultado dos exames no laboratório hoje. Colesterol: 179 .
O índice desejável é qualquer valor abaixo de 200 – tô bem pracaralho, yey!!
Semana que vem quero ir no nutrólogo e no oculista.
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E ainda essa semana começo outra experiência, vou fazer academia no Sesc. Por capricho optei por dias de contas enxutas, tá sendo interessante e não tem nada fazendo falta.
PRECISO dessa viagem. Tô voando baixo depois que lí o recado que o Gatorujo deixou:
Olha soh, ja comprei os ingressos (um pra vc tambem) para 19 Setembro, Coldplay no estadio de Wembley em London… Pode preparar a passagem e vir passar umas 3 semanas aqui…. Vamos dar m pulo em Amsterdam e Espanha tbm…. E dessa vez to falando serio seu viado…
“Matar um homem é uma coisa infernal. Você tira tudo que ele tem. E tudo que poderia ter.”
Bill Munny – Clint Eastwood em “Os Imperdoáveis”. Tira um tempo pra ver esse filme mais uma vez daqui uns tempos.
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M.W veio a convite pra assistir junto… Não pensei que um evento tão banal pudesse fazer diferença assim significativa pro dia dele. Gosto do cara pacas, o filme ter sido bom recompensou a locação em dobro.
Final do segundo mês de treino e mandaram meu personal pra fora da academia. Meio órfão agora, Pablo tá assumindo o ponto. Bônus, chamou pra combate com o Mannes. Três rounds de dois minutos.
Caceta, vicia esse negócio de acertar a cara dos outros…
Endorfinado ao extremo.
Preocupado, minhas mãos começaram a me trair essa semana – lá pela quarta-feira, se não me engano. Tá difícil escrever sem que ocorram pelo menos uns três erros de digitação por frase.
São dês, gês, agás e outras letras mais se enfiando irracionalmente onde não deveriam.
Neurologista soa necessário.
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A letargia também voltou. Sono pelo começo da tarde e vontade alguma de sair da cama pela manhã (mas nessa acho que o problema é motivação mesmo).
Em contrapartida, condicionamento em ótima fase. Creio a melhor nesses trinta anos.
Feijoada de ex-alunos hoje no São Luís, complementando a nostalgia daqueles prédios e ginásio, a figura de Irmão Délcio (o temido!). Surpresa perceber (ou não) que o homem não envelheceu. Talvez uma barriga mais acentuada, mas o rosto permanecia com aquela expressão forte e jovem.
Sentí as coisas dando erradas. Vida pessoal afundada numa solidão que parece irreparável ou muito longe de ser compensada… A falta de alternativas me desmotiva, deixa a alma empobrecida, e há uma sensação angustiante de impotência contra a situação.
Tia Mara me deu um livro de presente na sexta passada, em seu aniversário. Ela é uma pessoa fantástica, como digo, de grande energia. Me deu um livro de auto-ajuda, chamado “Os Segredos da Mente Milionária”. Inegável minha vergonha quando recebí e constatei que ela me leu o suficiente pra saber de um dos problemas em que sempre tropeço e que nunca agí propriamente para corrigir.
Comecei a leitura somente na noite de ontem, cinco páginas apenas. De lá, absorví e pensava no trecho pela manhã. “Não temos como modificar os frutos que já estão maduros pendendo nos galhos, mas podemos alterar as raízes para mudar o que está por vir”.
Esta noite, ainda perdido e sem foco no pensamento, porém com o fardo de toda situação atual nas costas, fui ver se o horóscopo daria uma luz mostrando talvez um fim para este período escuro. Estava lá:
A fase é ótima para romper com tradições e padrões de funcionamentos que já não funcionam mais.
Coincidência ou não, eu teria que ser um completo idiota pra ignorar isso. E agora que sei a resposta, está na hora de começar a mudar.
Tenho esse fraco pelo pôr-do-sol. Me faz querer largar tudo pra sentar num gramado ou um lugar calmo, pra ficar olhando… Sempre tem aquele vento que acompanha suave.
E esses de inverno são os melhores, com o céu inspirado em cor-de-rosa.
Max brigou ontem no Estação. Louco, quebrou um copo na cabeça do cara que está saindo com a ex- namorada dele. Bad for business, saiu algemado do lugar, deixando marca de seis pontos na cabeça do infeliz. Fiquei puto, pareceu irresponsável. Aconteceu tudo às 23h40, eram 2h eu estava de volta em casa da delegacia. Pelas 4h da manhã pensei diferente, foi humano.
Dos adjetivos, diria covarde como ele fez, mas irracionalidade não tem instrumento. O ódio realmente cega. Que droga… Me botei no lugar dele, não sei se estaria imune, apesar dele ter ido atrás da situação. Graças tenho essa frieza que me poupa prolongar certas tristezas e dores.
About women is a hard kind of thing to think. James Spader, em seu Alan Shore, falou bem num dos episódios, texto que rascunho umas linhas abaixo já projetando algo meu.
“Todo dia acordo pensando se vou encontrar ela. Então penso como ela seria… Seus cabelos, a curva de seu pescoço, o perfume em sua roupa, o toque de suas mãos, o formato de seus lábios, a delícia de sua voz. E toda noite vou dormir pensando se no dia seguinte encontrarei ela. É um dos grandiosíssimos sabores toda essa expectativa, e infelizmente não há mulher no mundo que vá corresponder a ela. Acho que serei um eterno solteiro.”
Sem muita inspiração pra escrever hoje, update pra marcar algumas coisinhas.
- Terça-feira comecei com assistência de personal trainer na academia. Negócio pegou pesado, mas tá bem interessante… Toda aula inclui finalização com boxe, o que é ainda mais motivacional. Acho que o maior desafio vai ser adquirir coordenação motora, esse grande monstro de minha infância na educação física.
- Ontem rolou o primeiro fim-de-tarde invernal. Baixou uma frente fria aí, que deu o gostinho. Céu cor-de-rosa e o clima trouxeram novamente aquele ar nostálgico dos dias em Guaramirim onde se divertia com toda moçada ao ar livre. *Sigh. Emendo jogando essa foto que o Hackbarth resgatou. Como queria ter algum registro daqueles dias…
U know, desde quando comecei a ver TV tinha uma imagem na cabeça sobre baladas e etc que nunca (posso estar enganado, já que a bebedeira é amnética), nunca encontrou equivalente na vida royal.
Loucuras que ví em Kids, houseparty como no clip 1979, nightclubbings como em Trainspotting ou bares como em Pulp Fiction, a realidade (é triste dizer isso) sempre pareceu meio decepcionante, insossa – talvez o problema seja aqui, e um ambiente ainda mais urbano corresponda ou talvez a TV tenha mentido demais e eu engolí tudo passivamente por querer acreditar que a vida pode ter aquilo.
Caminhando e navegando, hoje é sexta-feira e tropecei nesse clipaço da Adidas, que trouxe de volta à boca aquela sensação de “pô, é de um negócio assim que quero participar antes de sair dessa”.
Nem que seja uma vez, quero uma festa louca.
Adidas Original House Party
Daí minha rejeição a gêneros como pagode. Simplesmente não encaixa. Me chamem de americanizado, mas quem não foi? E dá pra negar que essa parece ser uma p&ta duma festa?
E também sou fã da Adidas.
…
Ah, sim, providenciando aqui a música do clip. Daqui a pouco jogo pra download.
Domingo acordei, olhei pro céu e vazei pra praia. Legal, finalmente estou começando a fazer essas coisas que sempre desejei (impulsividade). Dia inteiro lá praticamente +Fabinho +Rion +Diana Couto (!!?).
Não sei se quero entender o porque, mas sempre me volto compelido ao mar.
Comecei hoje com esse negocinho, é mais um dispersor maligno em troca de socialização. Outro saco sem fundo, cujos resultados são como um passeio em círculos: pessoas que já se conhecem muito bem agora ficam trocando frases e conclusões insossas de cinco em cinco minutos.
- Raquel #fail: péssimo aniversário e semanas seguintes, amargou. Eu quis que fosse, forcei a barra infantilmente, sabendo que não era assim que deveria fazer, então foi-se. Se fode, quem manda não obedecer o cérebro.
- Blog #sucess: programação nos estágios finais, vem logo aí a versão 5.0 para começarmos os testes. Vai exigir bastante tempo de mim, preciso arrumar minha agenda para estar disponível quando o site precisar.
- Vida pessoal #weird: não sei o que fazer. Mesmo. Essa cidade é estéril, as pessoas interessantes se comportam de forma inversamente proporcional em evasividade. Preciso de grana, preciso de tempo (o mesmo problema crônico). 85% das vezes não resisto, e volto a falar com a Michelly (#fail de 2006) no MSN – damn, a cumplicidade é tanta que dá vontade de chorar.
- Condicionamento #hopefull: amanhã começo na academia com personal trainer, tanto pra intensificar o treinamento, como para motivar um pouco mais as idas e também fazer boxe. Hell yeah, uma das poucas coisas que me fez encarar melhor o dia hoje. Esses dias saímos pra correr eu, Tchê e Haydéé, foram 7km numa volta de 45min. Porra, show. Isso dá outro gosto pra vida… Espero nunca mais largar o hábito do esporte.
- Rotina #shithole: os dias tem sido tediosos demais. Demais, demais. Tenho que ver o que está errado… A idéia de se jogar pra Europa soa muito tentadora, mas sei que o blog tem muito por vir ainda.
- Vida profissional #lame: coisas demais acumuladas têm gerado uma vergonhosa sequência de negligências. Vergonhoso, vergonhoso.
- Reflexões #fun: encontrei uma afinidade nova em pensamento, que é comportamento humano. Muitos textos legais têm saído, e isso também me faz bem. Legal observar por essa perspectiva, estou bem de corpo e cérebro. O emocional é outra coisa.
Passou aniversário e tudo mais, e nem uma linha nova parou aqui. Shame, lame, etc.
Tive um sonho triste noite passada. Não me recordo a última vez que tive um, ou se é que já tive, mas sei que chorava no sonho.
Havia um cachorro no sonho, que era pra ser a Lady. E havia um monte de pessoas lá no mercado. Parentes, amigos e passageiros. Lembro de todos na parte de cima, sentados debatendo, com medo do fato desse cachorro ter engolido um negócio letal. Letal a ponto de matar quem estivesse próximo a ele quando morresse. O sonho passou-se assim então por momentos, com todos lá temendo e lamentando. No decorrer da sequência sei que fui entristecendo do fato, e me dei conta de que aqueles seriam os últimos momentos daquele bichinho que todos antes gostavam e que agora morreria sozinho. Foi aí que chorei, muito. Então levantei, descí os degraus de madeira e fui para o gramado brincar com aquele animalzinho, sem me importar da consequência. Não me recordo de ter terminado em fatalidade, tenho a certeza de que tudo fechou-se naquela sequência. Foi bonito ao fim.
…
Talvez fosse por culpa do jazz que não gostasse dos desenhos do Snoopy ou simplesmente porque eram existencialistas demais pra quem só queria se divertir com piadas de qualquer espécie. Faltava o rótulo recomendando para maiores de 18. Que puxa.
O cara até tem minha simpatia (e talvez seja esse o motivo do arrepio), mas não consigo entender essa circunstância toda que cerca Obama a ponto de marcarem de salvador.
Se for tal qual a tradição hollywoodiana reza, creio o anti-cristo está aí e ninguém se deu conta.
Vendo hoje aquele filme ruim “Antes de Partir” me lembrei daquela favorita dos burros que “se na sua vida você foi uma pessoa ruim vai pro inferno quando morrer”.
Então me dei conta: que vida?
Acho que no final o arrependimento vai ser por simplesmente não ter feito nada. Ter sido ruim já seria alguma coisa.
Fiquei um tempo ausente daqui, tanto tempo que nem quero olhar pra trás pra ver quanto ou que nem faço idéia do ínterim.
A ida à prefeitura, a desistência daquilo; o um milhão de trampos caindo e o tempo insuficiente para eles; as frustrações como profissional e a falta de profissionalismo; o convite para ir à Londres e o medo de falhar; as contas que incomodam e as mudanças no apartamento. Teria mais para falar também do quanto estou irritado com a rotina, com as crises existenciais que me entrego, das lembranças que tive e queria registrar e de como sinto que estou cada vez mais entrando no estilo de vida conformista e acomodado dos Treis.
Lembrando e lendo isso tudo me sinto triste, mas não foi tão ruim assim também. A questão é esse problema que têm-se em não lembrar-se do que aconteceu de bom. Por hora o balanço é negativo.
Hoje meu pai veio desabafar comigo sobre como as coisas ficam complicadas quando se envelhece. Não que ele tenha dito nesses termos, o caso é sobre a morte do Tio Beto que ainda entristece, o fato da vó já estar velhinha demais para ter a sanidade completa, e meu avô, aquele homem independente e prático, estar ficando cada vez mais doente.
Meu pai não tinha com quem conversar. Pena que durou pouco.
Inquietante como a quantidade de jobs acumulados começa a perturbar. Não há tempo suficiente, os dias estão curtos demais.
Tanta coisa que gostaria de estar executando, porém, um problema de cada vez, e as tarefas se arrastam inertes por semanas. Clientes bravos, criativo frustrado.
Terça-feira teve reunião na prefeitura. Conhecemos o Moacir. “Gostei desses rapazes”. Que porra… Profissionalmente me sinto um diamante quase lapidado: know-how, criatividade, contatos. E o tempo? E as coisas pendentes? Mancha que não sai.
Tenho uma decisão importante por tomar em até cinco dias. De lá em diante muita coisa pode mudar… Dilema moral impede, falta de tempo pra refletir a fundo impede, falta de alguém pra trocar a idéia certa impede.
Demorou pra associar essa… Bateu quando chegou na décima linha.
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com o retorno de saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos nos saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez
E 21 de fevereiro de 2009 chegam os trinta. Quero ver qual vai ser a música.
Ou “cenas que daqui a 10 anos vou fazer referência numa conversa e ninguém vai entender”. Pra quem não faz a mínima idéia, imagine um francês tentando falar inglês sem sotaque:
Eu comecei a complicar isso aqui já querendo fazer um texto mimimi de abertura, mas chega de enrolar. Vai só um lembrete pro futuro: Ricardo, isso aqui é pra você lembrar melhor das coisas da tua vida.
Pelo menos vai ter algo mais sólido dos 29 anos em diante…
Abraço cara, luv u.
Este site existe para um registro da rotina. Coisas que quero lembrar ou coisas que quero que alguém um dia, por qualquer seja o motivo, veja. Nunca deixo de pensar que também vá servir para um registro póstumo. Mórbido dizer isso, certamente, mas não tanto quanto realista. E pois, eis aí minha vida. Quero que saibam é que eu a viví. Um abraço a quem seja.
Este site existe para um registro da rotina de um cara: eu. Coisas que quero lembrar ou coisas que quero que alguém um dia, por qualquer seja o motivo, veja.
Qualquer um que vier ao acaso é bem-vindo, só saiba que esse conteúdo é despretencioso de grandes audiências, e que não escrevo para ninguém mais senão mim mesmo.
Um abraço, estranho.