Foi nessa noite onde olhei nos olhos de meu avô pela primeira vez após o derrame. No quarto do hospital, com ele ainda na maca onde fizeram os primeiros exames.
Ele me retornou, parecia aliviado em me ver, me apertou a mão e expressou reação. Foi aí que a sensação de impotência machucou mais.
Sempre fizemos o que podíamos para interferir positivamente na vida dele, e agora que ele me olhava parecendo pedir aquele apoio, não havia nada que eu pudesse fazer senão soltar palavras de consolo e apoio, e ficar alí, de pé, inerte.