Uma segunda-feira triste

20 setembro, 2011

Foi nessa noite onde olhei nos olhos de meu avô pela primeira vez após o derrame. No quarto do hospital, com ele ainda na maca onde fizeram os primeiros exames.

Ele me retornou, parecia aliviado em me ver, me apertou a mão e expressou reação. Foi aí que a sensação de impotência machucou mais.

Sempre fizemos o que podíamos para interferir positivamente na vida dele, e agora que ele me olhava parecendo pedir aquele apoio, não havia nada que eu pudesse fazer senão soltar palavras de consolo e apoio, e ficar alí, de pé, inerte.

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