É nesses momentos que meu velho se abre comigo. A circunstância triste mexe com o homem, e então temos, ainda que fragmentadas, aquelas conversas que sempre esperei ter com ele.
Me pede desculpas por coisas que fez e fala para mim de coisas que espera que eu faça. “Fiquei muito feliz quando você nasceu. Você é meu filho homem”, e logo depois “Você está pronto para ter um lar”. Me emocionei, ainda estou pensativo.
Vim do hospital agora, o vô já está internado há uma semana. Hoje passou o dia acordado, pela noite ainda pude conversar com ele.