Arquivo para Setembro, 2009

Do céu ao inferno em alguns cliques

15 Setembro, 2009

Hackearam o Por Acaso hoje. O porrinha entrou via FTP, pegou senhas, deletou as contas de email e ainda fez merda nos Twitters.

Se pêgo, vai pagar pelo tempo que perdí hoje corrigindo cagada, esfriando a cabeça e redigindo e-mails em inglês para equipes de suporte gringas.

Bola-de-neve, trabalho tá todo encavalado agora.

Reulf

15 Setembro, 2009

Reulf from Charlesque on Vimeo.

In a black & white Paris, little creatures with paintbrush decide to brighten up the city…

Que legal isso. Music composed by Robert le magnifique & Olivier Mellano.

Dreams

15 Setembro, 2009

- Quando sonha, o que faz você pensar que não é real?
- É uma porra de sonho. Não podemos tocar nele, né?
- Você já segurou na mão do homem que lê o noticiário na televisão?

Da HQ Invisíveis, edição número 4, se não me engano.

Sobrinhos

15 Setembro, 2009

- Hoje levei o Gustavo pra fazer inscrição no curso de guitarra. Fiquei surpreso com o rapazinho dizendo ser esse um desejo dele, estudar música. Quarta-feira é a aula experimental. Se gostar, vai entrar num esquema que sabe, por regra minha, não vai poder parar antes de completar seis meses de estudo.

- Carlos vai ser companhia no Sesc meio dia, vou levar pra correr comigo. Ele quer, só falta estender a mão.

Conste, outro setembro frio e chuvoso

14 Setembro, 2009

shoes

Isso vai ficar legal nalguma parede

A chuva me dá esse conforto particular e têm seu romantismo, porém uma tarde ensolarada e seu consequente pôr-do-sol rosado têm um valor muito superior. Saudade da cerveja na sacada regada a um vento quente, porém o tempo têm sido inconveniente ao desejo.

14 Setembro, 2009

Viva Voce – Octavio

Zen

14 Setembro, 2009

Há tempos não acordava com alegria. Garotas fazem coisas… Se não for eterno – e essa raridade é conhecida – a iminente tristeza há de vir. Até lá, carpe diem, ah?

Soundtrack: Zero 7 – Waiting to Die

Winner!

14 Setembro, 2009

Peguei o resultado dos exames no laboratório hoje. Colesterol: 179 .

O índice desejável é qualquer valor abaixo de 200 – tô bem pracaralho, yey!!

Semana que vem quero ir no nutrólogo e no oculista.

E ainda essa semana começo outra experiência, vou fazer academia no Sesc. Por capricho optei por dias de contas enxutas, tá sendo interessante e não tem nada fazendo falta.

14 Setembro, 2009

Inspired Bicycles – Danny MacAskill April 2009 | Trilha: Band of Horses – The Funeral

Chamai-me Ismael

14 Setembro, 2009

Eis então, uma imprevista boa companhia:

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Fiz cartão na Biblioteca Pública semana passada com um objetivo em mente: Robison Crusoe. Decepção foi encontrar apenas uma versão mutilada da obra, editada pra petizada até 12 anos. Em termos culinários, devia ter o sabor de um pedaço de isopor.

Pensa vai, pensa vem, me lembrei desse clássico que já havia encarado aos 15 anos marromenos, então resolví fazer um revival de Moby Dick. Já de cara o encanto ao encontrar um livro com essa encadernação. Tava lá, vermelhão e desafiante na prateleira. Aberto pela primeira vez em sei-lá-quanto-tempo, soltou aquele aroma de uma viagem fantástica arquivada.

Desistí do resto da sexta-feira, comprei uma maçã no mercado público, sentei no banco da praça e esperei começar a ficar desconfortável para então largar o livro. Tava pela página 32 dele, completamente absorto e espantado como estava me identificando com o personagem e sendo cativado pela obra.

Herman Melville tem um senso de humor afinado demais. E uma poesia não-empolada embutida nas descrições.

Página 30,  linha 35:

(…)quanto a mim, atormenta-me perene anseio por coisas distantes.

Eu já absorvido e totalmente identificado com a forma como Ismael descrevia sua paixão e atração pelo mar, levei um tapa por essa expressão. Tenho ela constante na vida, e pense comigo, “coisas distantes” não são terras além. É o trabalho mais desafiante, a garota impossível, o carro mais caro.

Estou ainda na página 47, e já tomo esse livro como uma obrigação certa nas recém adquiridas prateleiras. Rio em voz alta com o livro vez ou outra, vou reproduzir trecho aqui – ação que certamente vou repetir vez ou outra, seja cá ou no Twitter.

Ismael acabou de vencer o dilema na estalagem e resolveu encarar o quarto oferecido:

(…)pulei de minhas calças e botas, e, apagando a vela, caí na cama e encomendei-me à vigilância dos céus.
Se o colchão tinha recheio de sabugos ou de louça quebrada não o saberá nunca(…)

O exagero é a base da comédia.

To be or not be

10 Setembro, 2009

Me questiono se às vezes faço/falo certas coisas porque sou assim ou porque aquilo seria o mais legal a fazer/dizer no momento.

Se for por ter sido o mais legal, isso é falsidade? E há mal nisso, em ainda assim estar-se sendo bom com os outros? Vou pro inferno por isso?

Mérde.

Workspace, livingspace

9 Setembro, 2009

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Prateleiras, um quadro do Meldau, as adesivagens, uma parede verde.

Por vir: bricabraques, outro quadro do Meldau, uma fotografia do Raphael Günther, uma planta, mesinha de centro, dois puffs, toca-disco, PC novo com dois monitores de responsa.

Importantes

9 Setembro, 2009

- Voltar a cozinhar;
- Ir no oculista;
- Fazer exame de colesterol;
- Ir no nutrologista e levar o pai junto;
- Comprar um guarda-chuva.

Receita para uma noite de segunda – Strogonoff da hora

9 Setembro, 2009

Noite de feriado com a mana sobrando aqui em casa, resolví estender a visita fazendo um strogonoff pra gente. Ligada pro brimo, a receita:

- Molho inglês
- Extrato de tomate
- Shoyu
- Ketchup
- Creme de leite (FRESCO, não aquela merda em lata)
- Alcatra cortadinha
- Champignon
- Azeite extra-virgem
- Arroz
- Batata palha

Não vou botar as quantidades aqui porque esse não é um blog de culinária, é só pra eu me lembrar depois, porra.

Preparo: corta a carne e leva pra fritar um pouquinho. Só dá uma seladinha nela na frigideira e reserva. Depois pega o champignon cortado em fatias e frita um pouco, pra ele perder aquela água nojenta. Dá meio que uma escorridinha e então joga o extrato de tomate em cima. Esquenta, então vai um pouco de ketchup e molho inglês. Esquenta, então joga o creme de leite. Bum, fica lindo. Estando marromenos, joga a alcatra que estava reservada. Experimenta o molho com um pedaço de carne. Tá salgado, joga um pouquinho de açúcar. Tá doce, joga shoyu até compensar. O molho ficou aguado? Pega um pouco de maizena e mistura num cadinho de água à parte. Bem misturado, joga no molho que com o calor vai engrossar.

No arroz usa um daqueles caldos de cebola e alho, fica ducacê.


Ficou bom pacaralho. Vinho recomendado pra acompanhar é um Tempranillo.

Dos bravios

9 Setembro, 2009

Meu vô, um cara phoda:

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Quase disse pra ele na tarde de segunda: “Obrigado pelo meu senso de humor”. Veio dalí, isso é certo – o jeito de encarar certas merdas com indiferença também.

Me confessou com tristeza no olho a perda de lucidez da vó. Não consegue nem comentar da novela com ela, visto a memória volátil de D. Tereza. Deu a impressão de que mesmo com a companhia se sente solitário.

Achava as visitas em família um saco, descobrí que é porque os adultos não se permitiam outras conversas. Falavam de coisas da rotina, da merda da programação de merda da TV ou puxavam aquele grudento papo condescendente cheio de “a-hãs”. Um comportamento comodista pra preencher o tempo a permanecerem alí.

Descobrí que se você tirar os velhos do trilho de conversa preguiçosa eles te levam além. Há um certo feelling a ser procurado em cada papo iniciado, que com a pergunta certa transforma a visita numa imersão em perspectivas. Uma pessoa com 80 anos de idade tem horrores para contar, e a jogada é perguntar pra ela qualquer questão que também se faria a um adolescente.”Vô, me conta desse seu talento aqui” ou “Vô, como você e a vó se conheceram”, ou ainda, “Vô, conta aquela história de quando você deu um soco na cara do Padre Mathias.”

Matisse

4 Setembro, 2009

Lindo:
matisse

Tido como principal rival de Pablo Picasso, o artista defendia o decorativo como item fundamental para a obra de arte. Mesmo passando por 2 guerras mundiais, jamais deixou que elas influenciassem sua expressão. Revelando principalmente seu modo de produção, explorando a cor, a linha, o arabesco e o espaço, a exposição mostra sua relação afetiva com os objetos. Segundo a curadora Émilie Ovaere, Matisse gostava de estar rodeado de flores e mulheres. Sua obsessão pelo corpo feminino envolto de tecidos e adereços é uma marca de sua obra, justificada pela infância em uma pequena cidade têxtil.

Strike 2

4 Setembro, 2009

lost

Sacaninha… Ficou na garagem de novo, esperando. Tava virado num lixo, cheio de pó no pêlo. Ficou miando com jeito de quem levou um surra… Agora taí jogado no apartamento, esgotado.

Definitivamente, o gato é meu. Podia ter ido embora, mas voltou.