Preocupado, minhas mãos começaram a me trair essa semana – lá pela quarta-feira, se não me engano. Tá difícil escrever sem que ocorram pelo menos uns três erros de digitação por frase.
São dês, gês, agás e outras letras mais se enfiando irracionalmente onde não deveriam.
Neurologista soa necessário.
…
A letargia também voltou. Sono pelo começo da tarde e vontade alguma de sair da cama pela manhã (mas nessa acho que o problema é motivação mesmo).
Em contrapartida, condicionamento em ótima fase. Creio a melhor nesses trinta anos.
Feijoada de ex-alunos hoje no São Luís, complementando a nostalgia daqueles prédios e ginásio, a figura de Irmão Délcio (o temido!). Surpresa perceber (ou não) que o homem não envelheceu. Talvez uma barriga mais acentuada, mas o rosto permanecia com aquela expressão forte e jovem.
Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim
Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só
Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar
Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder
Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar
Marco Antonio Murara diz: Cara, bom dia. To pensando numa logo pra empresa de consultoria de um amigo. Vou quebrar um galho pra ele. Pensei em associar a um animal. Águia já tá batido. Urso seria legal, se não fosse o pseudônimo de gays grandes fortes e peludos (tem até comunidade). Pensei em objeto: Balão por exemplo (voa alto… mas não tem direção). Tens alguma sugestão?
Não sei se viram, mas saiu ontem matériazinha na página 12 d’O CP falando dos cinco anos de aniversário de publicação da coluna, marco que completamos agora dia 20 deste mês. Esta então é a coluna de 5 anos e 2 dias da Por Acaso, que trouxe consigo aquele clássico caso de quando exige-se a criatividade numa redação: branco total. Como não faço a mínima do que escrever aqui hoje além de agradecer à minha mãe, à tia Marina e a todos os quinze leitores restantes pela audiência, vou botar abaixo o rascunho de pauta que passei pro Max como sugestão pro mês de celebração. Seguem abaixo os ítens publicáveis de “O que vamos fazer pra comemorar os cinco anos da coluna?”:
- Montar uma página especial comemorativa (abortado);
- Passar os 31 dias de maio completamente de porre (abortado);
- Promover a primeira corrida de lhamas de Jaraguá do Sul (abortado);
- Começar a trabalhar de verdade (abortado);
- Comprar um pônei (abortado);
- Fugir para as montanhas (abortado);
- Comprar dois pôneis (abortado);
- Caotizar a cidade divulgando aquelas 72 horas de filmagem feitas na Epitácio (abortado);
- Imolação em praça pública (abortado);
- Anunciar candidaturas para o congresso (abortado);
- Promover o primeiro Miss Camiseta Molhada de Jaraguá do Sul (em estudo).
A pauta original tinha 72 ítens, achei melhor incinerar ela.
Lembro que me ensinaram na aula de Windows 95 que o computador era composto por vários ítens de hardware, entre eles o WINCHESTER. Que atrocidade chamar o HD disso…
Sentí as coisas dando erradas. Vida pessoal afundada numa solidão que parece irreparável ou muito longe de ser compensada… A falta de alternativas me desmotiva, deixa a alma empobrecida, e há uma sensação angustiante de impotência contra a situação.
Tia Mara me deu um livro de presente na sexta passada, em seu aniversário. Ela é uma pessoa fantástica, como digo, de grande energia. Me deu um livro de auto-ajuda, chamado “Os Segredos da Mente Milionária”. Inegável minha vergonha quando recebí e constatei que ela me leu o suficiente pra saber de um dos problemas em que sempre tropeço e que nunca agí propriamente para corrigir.
Comecei a leitura somente na noite de ontem, cinco páginas apenas. De lá, absorví e pensava no trecho pela manhã. “Não temos como modificar os frutos que já estão maduros pendendo nos galhos, mas podemos alterar as raízes para mudar o que está por vir”.
Esta noite, ainda perdido e sem foco no pensamento, porém com o fardo de toda situação atual nas costas, fui ver se o horóscopo daria uma luz mostrando talvez um fim para este período escuro. Estava lá:
A fase é ótima para romper com tradições e padrões de funcionamentos que já não funcionam mais.
Coincidência ou não, eu teria que ser um completo idiota pra ignorar isso. E agora que sei a resposta, está na hora de começar a mudar.
Em conversa ontem lembrei do tempo que a vó passava enceradeira lá no assoalho da venda, e a gente brincava de escorregar naqueles tapetes compridos que faziam o corredor inteiro… Um arrastava o outro, e ficávamos deslizando. Lembrança que dá suspiro fundo essa…
E lembrei também que meu tio usava suspensórios… Tio Beto, dá uma saudade pensar nele, com aquela inocência toda que tinha.
Este site existe para um registro da rotina de um cara: eu. Coisas que quero lembrar ou coisas que quero que alguém um dia, por qualquer seja o motivo, veja.
Qualquer um que vier ao acaso é bem-vindo, só saiba que esse conteúdo é despretencioso de grandes audiências, e que não escrevo para ninguém mais senão mim mesmo.
Um abraço, estranho.
Pensa no alívio do meu TOC depois de classificar todos aqueles 387 emails que estavam escumbalhando a caixa de entrada no GMail. Sobraram 5. 7 hours ago