Essa vai para todo esse povo judiado que, assim como eu, trabalha com prestação de serviço. Tenho certeza que não é inédita para alguns, mas hoje deu vontade de transpirar um pouco de filosofia aqui… Do advogado ao cara que sabe desentupir um ralo direito, essa é pra lembrar toda vez que o valor do trabalho é questionado: diz o conto que um dia Pablo Picasso estava fazendo desenhos no parque, quando uma mulher corpulenta se aproximou dele. “É você – Picasso, o grande artista! Oh, você têm que desenhar meu retrato! Eu insisto!” Então Picasso concordou em fazer o desenho. Após estudar ela por um momento, deu uma única pincelada na tela, e criou o retrato. Feito isso, mostrou à mulher . “Está perfeito!” ela exclamou, “Você foi capaz de capturar minha essência com uma única pincelada, em um único momento. Obrigada! Quanto devo ao senhor?” “Cinco mil dólares,” respondeu o artista. “M-m-mas como?” gaguejou a mulher, “Como você pode me pedir tanto dinheiro por esta pintura? Ela lhe tomou apenas um segundo para desenhá-la!” Picasso então respondeu, “Madame, conseguir fazer essa pintura me custou a vida inteira até agora.”
…
A propósito, Ricardo Daniel Treis é publicitário, e muito admirou a tabela do veterinário que cobrava mais caro a “olhadinha” que a consulta
PRECISO dessa viagem. Tô voando baixo depois que lí o recado que o Gatorujo deixou:
Olha soh, ja comprei os ingressos (um pra vc tambem) para 19 Setembro, Coldplay no estadio de Wembley em London… Pode preparar a passagem e vir passar umas 3 semanas aqui…. Vamos dar m pulo em Amsterdam e Espanha tbm…. E dessa vez to falando serio seu viado…
Faz uma semana já da data, e procrastinação além do necessário, vai o relato do fato: pelas 16h, eu com uns três trabalhos atrasados batendo na cabeça então toca a poha do interfone. Pensei “Bosta, é o Cleiton. Veio chatear pessoalmente por causa das logomarcas”. Relutei, mas acabei atendendo. “Arroz!” “Sêo Ricardo, flores pro senhor.” “Vai se foder Cleiton, que cê quer?” “Sêo Ricardo, é da floricultura, são as flores.” “Flor? Fala sério, se quer contar mentira então pelo menos inventa nome de floricultura!” “É da Floricultura Tal!”. “Tá bom! E qual teu nome?”, “É Zé!”.
Porra, o Cleiton não é um dos mais imaginativos, e a essa altura ainda achava que era ele. “Sêo Ricardo, é sério. O senhor tem flores pra receber.” Fiquei com cara de pato. Pedí desculpa e descí. Tava lá o cara com um vaso de Amarillis (coisa assim, feia pra caralho) não mão, me olhando incrédulo. Peguei aquela porra e ele foi embora. Fique na porta com cara de bunda, então aproveitei pra pegar a correspondência. Botei o vaso no hall do prédio e fui pra fora. No que o cara da floricultura tá dando a ré no carro e falando no telefone, escuto o bicho falando em voz alta “babaca!”
Bom, toda situação à parte, a flor ainda veio com um cartão ANÔNIMO! Agora devo, pra não sei quem dessa cidade, um agradecimento e um bêjinho. Que legal. Que inferno.
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A flor eu dei pra mãe no domingo, mesmo dia que o Fox da mana pegou fogo.
“Matar um homem é uma coisa infernal. Você tira tudo que ele tem. E tudo que poderia ter.”
Bill Munny – Clint Eastwood em “Os Imperdoáveis”. Tira um tempo pra ver esse filme mais uma vez daqui uns tempos.
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M.W veio a convite pra assistir junto… Não pensei que um evento tão banal pudesse fazer diferença assim significativa pro dia dele. Gosto do cara pacas, o filme ter sido bom recompensou a locação em dobro.
You know, às vezes gosto de me entregar a uns exercícios de imaginação do improvável. Saramago fez um de primeira um tempo atrás, naquele livro (que virou filme) sobre um mundo onde, de repente, todo mundo fica cego (é de Ensaio Sobre a Cegueira que eu tô falando). Nesse universo aí, até preparar um miojo vira aventura para fulanos como nós. Mas pois bem, Saramagos fora, abrindo minha despensa ontem dei um suspiro de desânimo, pensando em voz alta “cara, se o mundo acabasse hoje cê tava ferrado”. Claro que “o mundo acabar” é aquela situação onde você sobrevive e tem que ficar trancado em casa esperando os zumbís lá fora morrerem sozinhos (o que na concepção de Hollywood não acontece tão rápido). Para fins de sobrevivência, teria aqui no meu armário dois pacotes de sopa instantânea, quatro (?) de suco de laranja, um pacote de bolacha, uma lata de atum e 2/3 do ovo de Páscoa que ganhei da dôna Sandra. A geladeira, outra lástima. Com o que tem nela, eu sobreviveria ao primeiro mês se comesse uma azeitona por dia. Eu sei, era pra ter vergonha já que tenho mais ração de gato do que comida estocada aqui em casa, mas que saber? Nem tanto. Porque sei que, no (meu) fim do mundo, enquanto vocês casais ainda estiverem em casa comendo o pão velho que tava guardado no freezer, haverá lá fora uma legião de solteiros que moravam sozinhos conquistando o mundo. E dando tiros em zumbís.
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Encher a despensa que nada, Ricardo Daniel Treis vai é comprar um rilfe
Final do segundo mês de treino e mandaram meu personal pra fora da academia. Meio órfão agora, Pablo tá assumindo o ponto. Bônus, chamou pra combate com o Mannes. Três rounds de dois minutos.
Caceta, vicia esse negócio de acertar a cara dos outros…
Endorfinado ao extremo.
Preocupado, minhas mãos começaram a me trair essa semana – lá pela quarta-feira, se não me engano. Tá difícil escrever sem que ocorram pelo menos uns três erros de digitação por frase.
São dês, gês, agás e outras letras mais se enfiando irracionalmente onde não deveriam.
Neurologista soa necessário.
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A letargia também voltou. Sono pelo começo da tarde e vontade alguma de sair da cama pela manhã (mas nessa acho que o problema é motivação mesmo).
Em contrapartida, condicionamento em ótima fase. Creio a melhor nesses trinta anos.
Feijoada de ex-alunos hoje no São Luís, complementando a nostalgia daqueles prédios e ginásio, a figura de Irmão Délcio (o temido!). Surpresa perceber (ou não) que o homem não envelheceu. Talvez uma barriga mais acentuada, mas o rosto permanecia com aquela expressão forte e jovem.
Se você pretende saber quem eu sou
Eu posso lhe dizer
Entre no meu carro na estrada de santos
E você vai me conhecer
Você vai pensar que eu não gosto nem mesmo de mim
E que na minha idade só a velocidade
Anda junto a mim
Só ando sozinho
E no meu caminho o tempo é cada vez menor
Preciso de ajuda
Por favor me acuda
Eu vivo muito só
Se acaso numa curva eu me lembro do meu mundo
Eu piso mais fundo
Corrijo num segundo
Não posso parar
Eu prefiro as curvas da estrada de santos
Onde eu tento esquecer
Um amor que eu tive
E vi pelo espelho na distância se perder
Mas se o amor que eu perdi eu novamente encontrar
As curvas se acabam
E na estrada de santos não vou mais passar
Não, não vou mais passar
Marco Antonio Murara diz: Cara, bom dia. To pensando numa logo pra empresa de consultoria de um amigo. Vou quebrar um galho pra ele. Pensei em associar a um animal. Águia já tá batido. Urso seria legal, se não fosse o pseudônimo de gays grandes fortes e peludos (tem até comunidade). Pensei em objeto: Balão por exemplo (voa alto… mas não tem direção). Tens alguma sugestão?
Não sei se viram, mas saiu ontem matériazinha na página 12 d’O CP falando dos cinco anos de aniversário de publicação da coluna, marco que completamos agora dia 20 deste mês. Esta então é a coluna de 5 anos e 2 dias da Por Acaso, que trouxe consigo aquele clássico caso de quando exige-se a criatividade numa redação: branco total. Como não faço a mínima do que escrever aqui hoje além de agradecer à minha mãe, à tia Marina e a todos os quinze leitores restantes pela audiência, vou botar abaixo o rascunho de pauta que passei pro Max como sugestão pro mês de celebração. Seguem abaixo os ítens publicáveis de “O que vamos fazer pra comemorar os cinco anos da coluna?”:
- Montar uma página especial comemorativa (abortado);
- Passar os 31 dias de maio completamente de porre (abortado);
- Promover a primeira corrida de lhamas de Jaraguá do Sul (abortado);
- Começar a trabalhar de verdade (abortado);
- Comprar um pônei (abortado);
- Fugir para as montanhas (abortado);
- Comprar dois pôneis (abortado);
- Caotizar a cidade divulgando aquelas 72 horas de filmagem feitas na Epitácio (abortado);
- Imolação em praça pública (abortado);
- Anunciar candidaturas para o congresso (abortado);
- Promover o primeiro Miss Camiseta Molhada de Jaraguá do Sul (em estudo).
A pauta original tinha 72 ítens, achei melhor incinerar ela.
Sentí as coisas dando erradas. Vida pessoal afundada numa solidão que parece irreparável ou muito longe de ser compensada… A falta de alternativas me desmotiva, deixa a alma empobrecida, e há uma sensação angustiante de impotência contra a situação.
Tia Mara me deu um livro de presente na sexta passada, em seu aniversário. Ela é uma pessoa fantástica, como digo, de grande energia. Me deu um livro de auto-ajuda, chamado “Os Segredos da Mente Milionária”. Inegável minha vergonha quando recebí e constatei que ela me leu o suficiente pra saber de um dos problemas em que sempre tropeço e que nunca agí propriamente para corrigir.
Comecei a leitura somente na noite de ontem, cinco páginas apenas. De lá, absorví e pensava no trecho pela manhã. “Não temos como modificar os frutos que já estão maduros pendendo nos galhos, mas podemos alterar as raízes para mudar o que está por vir”.
Esta noite, ainda perdido e sem foco no pensamento, porém com o fardo de toda situação atual nas costas, fui ver se o horóscopo daria uma luz mostrando talvez um fim para este período escuro. Estava lá:
A fase é ótima para romper com tradições e padrões de funcionamentos que já não funcionam mais.
Coincidência ou não, eu teria que ser um completo idiota pra ignorar isso. E agora que sei a resposta, está na hora de começar a mudar.
Em conversa ontem lembrei do tempo que a vó passava enceradeira lá no assoalho da venda, e a gente brincava de escorregar naqueles tapetes compridos que faziam o corredor inteiro… Um arrastava o outro, e ficávamos deslizando. Lembrança que dá suspiro fundo essa…
E lembrei também que meu tio usava suspensórios… Tio Beto, dá uma saudade pensar nele, com aquela inocência toda que tinha.
Hoje paguei minha primeira multa de trânsito. Radarzinho de Schroeder, quanto tava levando a Raquel pra casa pós-balada – às 4h43 da madruga. R$ 102,00 por passar a 56km/h num radar de 40km/h. Foi nessa um toco de 5 pontos na carteira.
Duas das viagens (acho que foram as únicas) de 2008. Enfim vou jogar isso aqui:
De quando fui pra Sampa com o brimo, legal bragarai. O Bairro da Liberdade, a feira do mercado imobiliário (o Felfa tava lá), o cartão do hotel, o Museu da Língua Portuguesa e o Masp, que tinha aquela feira de antiguidades embaixo onde comprei meu Ray-Ban 1970´s pela merreca de R$ 100,00. Um puta barato…
…
E aqui Curitiba:
Quando eu e o Gordin passamos um final-de-semana pra lá, só pra sair dessa joça que é Jaraguá. Na imagem, a pulseira do arrancadão e o cupom fiscal do pub Sheridan´s, onde tomamo bagarai e até acabamos brigando. Ridic.
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Mais fotos tiradas pelo celular, arquivadas no PC.
“Que tal participarmos do triathlon da Impulso?” Essa foi a pergunta levantada em tom de brincadeira por Max Pires à seu colega de trabalho, o publicitário Ricardo Daniel Treis. Max e Ricardo escrevem a coluna quinta-feirina “Por Acaso”, no Jornal Correio do Povo. A resposta veio certeira: “Tá maluco?”. A loucura pegou, e com a intenção de criar uma matéria cômica para o sabor dos leitores jaraguaenses, a dupla convidou o também publicitário e editor da revista The Fato, Marcelo Wagner, que topou a idéia sem hesitar.
O teor da reportagem seria colher os resultados da participação de três sedentários à um evento esportivo como um triathlon. Mas o que aconteceu foi que ao fim das contas Marcelo e Max empolgaram-se com a idéia, e preparavam-se de forma tal que a impressão é de que participariam de um IronMan. Chegava a data do evento e os dois apresentavam um bom condicionamento, enquanto Ricardo só de pensar no assunto já ficava cansado. Chegado o dia do evento, o nervosismo era visível nos três, que começaram a analisar os demais participantes do evento, que beiravam o nível “pró”. A auto-análise da equipe, graduou-os a nível “havaiana-de-tira-arrebentada”.
Começa o evento com prova de natação, onde Marcelo, o escolhido para tal por seu “shape” e experiência, obtém o excelente resultado de 3º lugar nos 600 metros. Professores surpresos à parte, Max Pires assume seu papel altamente motivado, e sai para percorrer os 10km de bicicleta com o pensamento fixo na vitória. “Admito que pensei em desistir, mas era mico”, contou Max, exausto após chegar em 7º lugar na sua bateria.
Então chegou o momento da verdade para Ricardo, que ao receber bandeira verde para iniciar os 3.400m de corrida ainda pensou duas vezes. “Não force! Se não for conseguir, pode parar”, aconselhavam os professores da academia, preocupados com um possível enfarte por parte do participante. “Se queres perder o medo de algo, vai lá e faça-o!”. Com pensamento fixo nessa frase, Ricardo largou. Andando, mas largou. Correu um pouquinho, andou mais um montinho e assim foi… dos 3.400m do percurso, aproximadamente uns 200m devem ter sido corridos. “Doía a perna. Até conseguia correr, mas a dor impossibilitava”. Já não estivesse ruim a situação, o corredor ainda foi atacado quando completava sua primeira volta. Um seguidor amalucado do padre irlandês Cornelius Horan (aquele que agarrou na maratona das Olimpíadas de Atenas o brasileiro Vanderlei de Lima), agarrou o competidor, e terminou por comprometer totalmente o resultado final. “Precisava passar minha mensagem”, disse o lunático, que à frente carregava um cartaz escrito “O fim está próximo”, e às costas “Vendo Corcel 78″.
Ao perceber a distância considerável que o penúltimo candidato abria, Ricardo reuniu todas suas forças e numa impressionante explosão de energia correu. Correu até o ponto de táxi mais próximo, embarcou e disse “Meu bom homem, toca pra Impulso!”. “Mas você não está correndo?”, disse o taxista surpreso, “Estou! Mas agora a corrida é sua. E passa buzinando por aquele cara correndo alí”. E com Ricardo cruzando a linha de chegada de táxi foi que a prova teve seu desfecho. Para o trio, o que restou foi, além do último lugar geral e desclassificação, um monte de história para contar. Ano que vem darão um “repeteco”. Ricardo promete esforçar-se mais. Quem sabe ele já faça a largada de táxi e nos poupe de tanto suspense.
…
Texto meu e participação minha pra edição #09 da Revista The Fato, em 2004. O evento foi dia 17 de outubro.
Tenho esse fraco pelo pôr-do-sol. Me faz querer largar tudo pra sentar num gramado ou um lugar calmo, pra ficar olhando… Sempre tem aquele vento que acompanha suave.
E esses de inverno são os melhores, com o céu inspirado em cor-de-rosa.
Quando falaram que “até Fulano vai pro evento” fiquei meio assim. Era argumento pra convencer ida à balada tal, que de tão boa, ia tirar um certo casal de amigos de casa. Eu não fui, e no bate-papo dias depois aproveitei pra confirmar com a pessoa em questão a dubitável ida.
- Eae, foram mesmo pro show?
- Não fui cara. Ela começou a passar mal e acabamos desistindo… Pffff! Tô com os ingressos aqui ainda.
- Arre, deixaram de ir em outra. Sabe o que é isso? Doença!
- Hm.
- Alergia à Balada. Todo casal desenvolve depois de tempo de namoro.
- Hah, falando em doença, tô contraindo outra. Tô é ficando com Alergia à Namorada.
- Wahahaha!
A Alergia à Baladas é um problema comum à maioria dos pares, cujo tratamento é desconhecido pela ciência. Se mesmo após detectada o casal resolva ir à festas, acaba resultando em comportamento agressivo dos indivíduos (leia-se briguinha e/ou discussão por nada). Entre os efeitos colaterais da doença, além da Alergia à Namorada(o) estão o tédio no relacionamento, o lugar-comum das noites de sábado defronte a TV e a estafante superexposição à mesma companhia (leia-se desgaste).
Talvez baladas não sejam realmente o ambiente ideal para casais de namorados entreterem-se, mas o Instituto Ricardo Daniel Treis de Behaviorismo Obtuso altamente recomenda que casais convivam (e permitam-se conviver) regularmente com outras formas de vida da mesma espécie e faixa etária, considerando esta a forma mais saudável de conseguir-se um relacionamento duradouro – aquela coisa linda e rara que nossos pais praticam.
…
Publicado originalmente na Coluna Por Acaso, página 12, jornal O Correio do Povo de 22 de novembro de 2007.
Emendo já com a colocação que o Depiné me passou via mensagem:
Alergia à Namorada foi ótimo, hein? O lado bom é que durante o tratamento dessa doença pode-se ingerir álcool!
Max brigou ontem no Estação. Louco, quebrou um copo na cabeça do cara que está saindo com a ex- namorada dele. Bad for business, saiu algemado do lugar, deixando marca de seis pontos na cabeça do infeliz. Fiquei puto, pareceu irresponsável. Aconteceu tudo às 23h40, eram 2h eu estava de volta em casa da delegacia. Pelas 4h da manhã pensei diferente, foi humano.
Dos adjetivos, diria covarde como ele fez, mas irracionalidade não tem instrumento. O ódio realmente cega. Que droga… Me botei no lugar dele, não sei se estaria imune, apesar dele ter ido atrás da situação. Graças tenho essa frieza que me poupa prolongar certas tristezas e dores.
About women is a hard kind of thing to think. James Spader, em seu Alan Shore, falou bem num dos episódios, texto que rascunho umas linhas abaixo já projetando algo meu.
“Todo dia acordo pensando se vou encontrar ela. Então penso como ela seria… Seus cabelos, a curva de seu pescoço, o perfume em sua roupa, o toque de suas mãos, o formato de seus lábios, a delícia de sua voz. E toda noite vou dormir pensando se no dia seguinte encontrarei ela. É um dos grandiosíssimos sabores toda essa expectativa, e infelizmente não há mulher no mundo que vá corresponder a ela. Acho que serei um eterno solteiro.”
Sem muita inspiração pra escrever hoje, update pra marcar algumas coisinhas.
- Terça-feira comecei com assistência de personal trainer na academia. Negócio pegou pesado, mas tá bem interessante… Toda aula inclui finalização com boxe, o que é ainda mais motivacional. Acho que o maior desafio vai ser adquirir coordenação motora, esse grande monstro de minha infância na educação física.
- Ontem rolou o primeiro fim-de-tarde invernal. Baixou uma frente fria aí, que deu o gostinho. Céu cor-de-rosa e o clima trouxeram novamente aquele ar nostálgico dos dias em Guaramirim onde se divertia com toda moçada ao ar livre. *Sigh. Emendo jogando essa foto que o Hackbarth resgatou. Como queria ter algum registro daqueles dias…
r.3 disse:
olha que feliz: Organela citoplasmática que atua no armazenamento e na secreção de substâncias
r.3 disse:
quinze letras
r.3 disse:
acertei de prima
r.3 disse:
Complexo de Golgi
Haydée disse:
hahahahah
r.3 disse:
como é que me lembro dessas bostas e não sei o nome da guria que me apresentaram ontem?
Haydée disse:
hahaha, vc costumava beber nas aulas também?
…
Esses dias alguém citou “Fórmula de Bhaskara” numa caixa de comentários, o que me fez chorar baixinho aqui. Daquelas expressões que a gente tinha que memorizar, me ocorre “movimento retilineo uniforme” vez ou outra. E “retículo endoplasmático rugoso” também.
r.3 diz:
espero q tenha umas caixas boas aí
r.3 diz:
aumenta
r.3 diz:
e sai dançando pela casa
r.3 diz:
enquanto troca de roupa
r.3 diz:
uma garrafa de vodka na mão dá o charme
.Verônica. diz:
hahahaha
.Verônica. diz:
tipico de antes de balada
.Verônica. diz:
hehe
r.3 diz:
yey
r.3 diz:
u know
r.3 diz:
sair com aquele ar de quem vai dominar o mundo num sábado à noite
r.3 diz:
semi embriaguez
r.3 diz:
e um punhado de esperanças
r.3 diz:
mais outro de moedas pra bebida
r.3 diz:
é disso que se faz uma boa balada
…
*saturday night fever, adoro as preliminares.
Música: Renato Carosone – Tuvuo Fà l´Americano
whisky´n soda ´ rockn roll, hell yeah
r.3 diz:
Cito: “Saiu hoje no Engadget, que cientistas do MIT estão desenvolvendo um novo processo/tecnologia/sistema (ou seja lá qual for o nome do que eles descobriram) que permitiria chips de grafeno (Graphene) atingir a incrível velocidade de 1.000 Ghz.”
r.3 diz:
im horny
Rion Brattig diz:
nice!
Rion Brattig diz:
I want one!
r.3 diz:
a previsão é de produção em massa daqui UM ANO
r.3 diz:
WAHAHAHAHAHAHA (risada histérica)
r.3 diz:
gozei
Rion Brattig diz:
wiki = graphene
Rion Brattig diz:
O grafeno é um material encontrado no grafite e em outros compostos de carbono. Bastante abundante e de estrutura significativamente estável e resistente, ele pode ser a chave para a produção de transístores de apenas 0,01 µm, indo além do limite teórico de 0,02 µm, pelo qual os transístores possuiriam apenas dois ou três átomos de espessura e poucas dezenas de átomos de comprimento, aproximando-se dos limites físicos da matéria.
Rion Brattig diz:
BASTANTE ABUNDANTE !! =)
Rion Brattig diz:
Bom, eles diziam que o petróleo também era BASTANTE ABUNDANTE
r.3 diz:
mas o petróleo ainda será
r.3 diz:
as pesquisas para clonagem de dinossauros não pararam
U know, desde quando comecei a ver TV tinha uma imagem na cabeça sobre baladas e etc que nunca (posso estar enganado, já que a bebedeira é amnética), nunca encontrou equivalente na vida royal.
Loucuras que ví em Kids, houseparty como no clip 1979, nightclubbings como em Trainspotting ou bares como em Pulp Fiction, a realidade (é triste dizer isso) sempre pareceu meio decepcionante, insossa – talvez o problema seja aqui, e um ambiente ainda mais urbano corresponda ou talvez a TV tenha mentido demais e eu engolí tudo passivamente por querer acreditar que a vida pode ter aquilo.
Caminhando e navegando, hoje é sexta-feira e tropecei nesse clipaço da Adidas, que trouxe de volta à boca aquela sensação de “pô, é de um negócio assim que quero participar antes de sair dessa”.
Nem que seja uma vez, quero uma festa louca.
Adidas Original House Party
Daí minha rejeição a gêneros como pagode. Simplesmente não encaixa. Me chamem de americanizado, mas quem não foi? E dá pra negar que essa parece ser uma p&ta duma festa?
E também sou fã da Adidas.
…
Ah, sim, providenciando aqui a música do clip. Daqui a pouco jogo pra download.
Domingo acordei, olhei pro céu e vazei pra praia. Legal, finalmente estou começando a fazer essas coisas que sempre desejei (impulsividade). Dia inteiro lá praticamente +Fabinho +Rion +Diana Couto (!!?).
Não sei se quero entender o porque, mas sempre me volto compelido ao mar.
Lembra daquele tempo em que você tinha acesso discado de 156kbps, e levava uma cara pra receber um e.mail de 1,5mb que sabe-se lá quem tinha mandado. Então você ficava apreensivo pensando “Meu, que legal, me mandaram um vídeo”. Então você assistia a um acidente de carro ou um comercial de cerveja ou uma pegadinha e pensava “Meu, que legal, vou salvar esse vídeo”. Então você salvava o vídeo NO SEU COMPUTADOR, e depois mandava ele via forward pra todo mundo da sua lista com o título “Vídeo legal”.
Taí, acho que essa foi a primeira vez que escreví isso. M e r t i o l a t e.
Como já fiz no campo de busca do Google, olha a notícia de 2001 que apareceu:
Ministério da Saúde proíbe a venda de mertiolate e mercurocromo
LÍVIA MARRA da Folha Online
O Diário Oficial da União publicará amanhã medida do Ministério da Saúde que suspende a venda de produtos a base de timerosal ou tiomersal _como o mertiolate e o mercurocromo_ em todo o país. Segundo o ministro José Serra, a suspensão foi determinada porque os produtos se tornaram inócuos (não funcionam mais).
Médicos ouvidos pela Folha Online afirmam que a “tintura de timerosal” (o mertiolate) não é mais recomendada ou utilizada em centros cirúrgicos há pelo menos dez anos.
Segundo os médicos ouvidos, as bactérias criaram resistência à fórmula, tornando os produtos ineficazes.
Para ferimentos leves, os médicos afirmam que o ideal é utilizar água e sabão. Em ferimentos mais profundos, são recomendados medicamentos à base de iodo. (…)
Ôrra, todo aquele sofrimento a troco de nada?? Mas mercúrio e mertiolate, assim como Melhoral Infantil e Bandaid são ícones de infâncias mais ativas… Que saudade rapaz. Lembra o que era ir pra aula com o joelho todo alaranjado daquele negócio? Wahahaha.
- Qual a melhor maneira de colocarmos estas estacas no solo para levantarmos o prédio?
- Bom, poderíamos cavar um buraco de X por X e colocar elas. Então solidificaríamos tudo ao redor com esta base concretada aqui.
- Não, silencioso demais. Isso aqui é um canteiro de obras, ôrra! Criem uma máquina cujo motor faça o barulho de um caminhão fazendo borrachão num saco de gatos. Essa estaca de 8m tem que entrar à marteladas no solo… Já bota uma placa de aço entre ela e o martelo, que é pra aumentar o ruído. Tudo deve ser uma grande e lenta agonia, intercalada por períodos de silêncio que encham o coração dos vizinhos de esperança, achando que tudo finalmente acabou.
- Mas a obra tem 75 estacas! Faz idéia de quanto vai durar?
- Ótimo. Isso sim é que é canteiro de obras! Agora liga o rádio AM no máximo e manda os pedreiros começarem a gritar bobagens. Já liga aquela serra alí também, o que ela tá fazendo parada? Cê não tem prática nessas coisas?
…
Não é assim, mas não consigo imaginar de outra forma. Barulheira do cacete aqui do lado, sei que vai ficar pior na parte do acabamento, quando chegarem ao corte da cerâmica.
Canteiro de obra: orgulhosamente sem updates desde a Revolução Industrial.
Tem lá no YouTube (e logo abaixo) um vídeo publicado mostrando o comportamento de um bando de patos quanto a ração nova que botaram para eles num parque. Não me pergunte como cheguei a ver esse negócio, é a familiaridade com a cena que merece ser comentada: nenhum dos bichos queria saber daquela coisa nova que botaram lá. Ficaram longe mesmo, com nojinho ou medo, sei lá. Então vieram três patos, que se demoraram alí rodeando. Dos três, um foi pra frente e beliscou a comida. Precisou beliscar duas vezes, então o segundo pato também experimentou, sendo seguido pelo terceiro. Quatro segundos depois tem tanto pato na tela que chega a assustar. Reconhece essa situação? Bom, tem mais de uma interpretação pra ela, mas me lembrou muito daquela coisa-nova-mal-falada-que-celebridade-usa-e-vira-moda, sabe qual é? Patos somos nozes, rapaz, que compramos roupa indiana calçando crocs. Mas não pense que sou contra o novo, muito pelo contrário. A questão é que, às vezes, tem gente demais por aí comendo ração ruim só por causa dos outros.
…
Ricardo Daniel Treis é um neófilo, mas não usa crocs
Go ducks, go:
Neophobia experiment, control
Texto publicado originalmente na coluna Por Acaso, jornal O Correio do Povo de 20 de março de 2009, página 16.
Dei de cara com uma entrevista de Mr. Clint Eastwood no site da revista Esquire. Ponto-de-vista duro, traduzí uma das respostas pra compartilhar aqui:
“Vivemos hoje a geração frutinha (pussy generation), onde todos agora ficam dizendo “Bom, como lidamos com isso psicologicamente?” Noutros tempos você simplesmente respondia enfiando a mão na cara dos brigões e saía fora. Mesmo que o cara fosse mais velho e ainda pudesse te empurrar de novo, você seria respeitado por ter revidado, e seria deixado em paz dalí pra frente (…) Eu não sei exatamente quando teve início a geração frutinha. Talvez quando as pessoas começaram a perguntar a respeito do sentido da vida.”
Clint foi seco nessa e noutras respostas, porém um cara que nasceu no início dos anos 30 e vê a forma como TODOS os problemas vêm sendo lidados hoje, não teria outra coisa pra dizer senão “vocês estão complicando tudo”. Relacionamentos caóticos, crises pessoais, problemas no trabalho, problemas em família e etc, Clint está certo: não prolongue a agonia, simplesmente dê logo um soco no brigão e fique em paz.
…
Ricardo Daniel Treis vai ser mais ser bronco de hoje em diante, pede pra não tomarem literalmente essa idéia de dar socos e recomenda acessar este link para ler a entrevista completa do homem
Comecei hoje com esse negocinho, é mais um dispersor maligno em troca de socialização. Outro saco sem fundo, cujos resultados são como um passeio em círculos: pessoas que já se conhecem muito bem agora ficam trocando frases e conclusões insossas de cinco em cinco minutos.
- Raquel #fail: péssimo aniversário e semanas seguintes, amargou. Eu quis que fosse, forcei a barra infantilmente, sabendo que não era assim que deveria fazer, então foi-se. Se fode, quem manda não obedecer o cérebro.
- Blog #sucess: programação nos estágios finais, vem logo aí a versão 5.0 para começarmos os testes. Vai exigir bastante tempo de mim, preciso arrumar minha agenda para estar disponível quando o site precisar.
- Vida pessoal #weird: não sei o que fazer. Mesmo. Essa cidade é estéril, as pessoas interessantes se comportam de forma inversamente proporcional em evasividade. Preciso de grana, preciso de tempo (o mesmo problema crônico). 85% das vezes não resisto, e volto a falar com a Michelly (#fail de 2006) no MSN – damn, a cumplicidade é tanta que dá vontade de chorar.
- Condicionamento #hopefull: amanhã começo na academia com personal trainer, tanto pra intensificar o treinamento, como para motivar um pouco mais as idas e também fazer boxe. Hell yeah, uma das poucas coisas que me fez encarar melhor o dia hoje. Esses dias saímos pra correr eu, Tchê e Haydéé, foram 7km numa volta de 45min. Porra, show. Isso dá outro gosto pra vida… Espero nunca mais largar o hábito do esporte.
- Rotina #shithole: os dias tem sido tediosos demais. Demais, demais. Tenho que ver o que está errado… A idéia de se jogar pra Europa soa muito tentadora, mas sei que o blog tem muito por vir ainda.
- Vida profissional #lame: coisas demais acumuladas têm gerado uma vergonhosa sequência de negligências. Vergonhoso, vergonhoso.
- Reflexões #fun: encontrei uma afinidade nova em pensamento, que é comportamento humano. Muitos textos legais têm saído, e isso também me faz bem. Legal observar por essa perspectiva, estou bem de corpo e cérebro. O emocional é outra coisa.
Passou aniversário e tudo mais, e nem uma linha nova parou aqui. Shame, lame, etc.
Tive um sonho triste noite passada. Não me recordo a última vez que tive um, ou se é que já tive, mas sei que chorava no sonho.
Havia um cachorro no sonho, que era pra ser a Lady. E havia um monte de pessoas lá no mercado. Parentes, amigos e passageiros. Lembro de todos na parte de cima, sentados debatendo, com medo do fato desse cachorro ter engolido um negócio letal. Letal a ponto de matar quem estivesse próximo a ele quando morresse. O sonho passou-se assim então por momentos, com todos lá temendo e lamentando. No decorrer da sequência sei que fui entristecendo do fato, e me dei conta de que aqueles seriam os últimos momentos daquele bichinho que todos antes gostavam e que agora morreria sozinho. Foi aí que chorei, muito. Então levantei, descí os degraus de madeira e fui para o gramado brincar com aquele animalzinho, sem me importar da consequência. Não me recordo de ter terminado em fatalidade, tenho a certeza de que tudo fechou-se naquela sequência. Foi bonito ao fim.
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Talvez fosse por culpa do jazz que não gostasse dos desenhos do Snoopy ou simplesmente porque eram existencialistas demais pra quem só queria se divertir com piadas de qualquer espécie. Faltava o rótulo recomendando para maiores de 18. Que puxa.
Não posso dizer que estou absolutamente satisfeito com a cena atual de eventos. Sertanejeiragem e pagodices nunca fizeram parte das favoritos por aqui, mas parece que a grande maioria aprecia os estilos (vide bilheterias sempre faturando), e, dos males o menor, pelo menos temos as opções. Nessa questã de pensar se o problema é meu comportamento e gosto ou se simplesmente é a realidade que está errada, esbarrei num de Soares Silva. É genérico, divertido e sei que praticamente todos vão se identificar, então tomaí um fragmento:
“Muitos de nós escolhemos cedo na vida um shtick, uma persona, um conjunto de idéias e atitudes, por oposição ao que achamos que a maioria das pessoas têm, principalmente para sentir orgulho de ser o completo oposto de todo mundo. Comigo essa idéia sempre foi a de que Todos os Outros São Bárbaros, Só Eu Sou Civilizado. Essa idéia me faz levantar da cama com algum vestígio de energia. Mesmo quando encontro pessoas que parecem civilizadas, encontro um jeito de me convencer de que elas são civilizadas de um jeito errado. Gostam das coisas certas pelo motivo errado, ou do subgrupo das coisas erradas dentro das coisas certas. Ou elas próprias são, simplesmente, erradas.”
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Ricardo Daniel Treis recomenda: soaressilva.apostos.com.
Este site existe para um registro da rotina de um cara: eu. Coisas que quero lembrar ou coisas que quero que alguém um dia, por qualquer seja o motivo, veja.
Qualquer um que vier ao acaso é bem-vindo, só saiba que esse conteúdo é despretencioso de grandes audiências, e que não escrevo para ninguém mais senão mim mesmo.
Um abraço, estranho.